sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Historial


Galegos S. Martinho, freguesia situada num vale entre o Monte do Facho e o designado “Monte de Bois”, junto ao qual passa o Rio Cávado, tem a Norte, um relevo mais acentuado do que a Sul, pelo que apresenta, mesmo aqui, habitações construídas em solo rochoso. Distando, aproximadamente cerca de 6 km da sede de concelho, confronta com as freguesias de: a Norte, Oliveira e Roriz; a Nascente, Lama e Areias S. Vicente; a Sul, Manhente; a Ponte, Galegos Santa Maria. Com uma área de 310 hectares, conta, hoje, com cerca de três mil habitantes, distribuídos pelos seus 15 lugares.
Galegos S. Martinho foi crescendo, a par e passo, ao longo dos tempos. Com uma dúzia de moradores, no século XVI, passou, no século XVII, para 70 vizinhos e no século seguinte chegou a ter mesmo 130 fogos, para no século XIX atingir uma população de cerca de 350 habitantes.
Como freguesia teve a sua origem no Mosteiro de S. Martinho de Manhente, fundado, no século VI, por Theodomiro, rei dos Suevos e por S. Martinho primeiro Bispo de Dume. Sendo composto por S. Martinho de Manhente e ainda por parte das freguesias de Tamel S. Veríssimo, Galegos Santa Maria e Areias S. Vicente, estas terras que Galegos S. Martinho também integrava, foram doadas a Gomes Ramires, por D. Afonso Henriques.
Em 1260, D. Afonso III atribui, por foral, estas terras que conjuntamente com as freguesias de Oliveira, S. Romão da Ucha, S. Veríssimo do Tamel, Roriz, Igreja Nova, Lama e Manhente formam o concelho de Prado.
Em 1834, com a supressão do Couto de Manhente, passa para o concelho de Barcelos sendo, no entanto, só entregue no ano de 1837.
Galegos S. Martinho é, hoje, uma freguesia atractiva pelo seu artesanato, com destaque para o barro e a porcelana.,



Como motivos de visita e apreciação tem alguma monumentalidade, da qual se destaca a Igreja e o Cruzeiro Paroquial a Capela de Santa Marinha














Porém, o comércio e os designados Serviços têm reflectido o crescimento equilibrado e progressivo desta localidade onde, cada vez mais, se procura o bem-estar e a qualidade de vida.




Ana Maria Figueiredo

1 comentário:

☼•Fabiano•☼ disse...

Adorei saber a história dessa freguesia que viu nascer meu avô paterno Casimiro Barbosa Lopes (que veio para o Brasil em 1927) e sua irmã, filha ilustre do lugar, Rosa Barbosa Lopes (conhecida como Rosa Ramalho). Tenho imenso orgulho deles e espero conhecer essa freguesia o mais rápido possível. Saudações desde o Rio de Janeiro, Brasil.